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Marcas de bebidas lideram punições do Conar em 2019

abpi.empauta.com Brasília, 22 de janeiro de 2020 Meio & Mensagem Online | BR Patentes - 31/01/2020
COMUNICAÇÃO

Empresas do segmento ocupam quatro das seis posições
da lista, elaborada com base em levantamento
do Meio & Mensagem
A Ambev é a líder isolada do ranking de anunciantes
mais punidos no Conar em 2019. O levantamento é
elaborado pelo nono ano consecutivo por Meio &
Mensagem, com base nas informações publicadas
pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação
Publicitária em seu site.

Das dez condenações da Ambev, oito foram por
ações envolvendo a cerveja Skol, uma da marca
Brahma e uma de Stella Artois. No ano passado, o
ranking das empresas mais punidas pelo Conar foi liderado
pela Divcom Pharma, LG e Nestlé, sendo
quenaqueleanocadauma dessas quatro empresas foi
condenada três vezes.

No levantamento relativo a 2019, os fabricantes de
bebidas alcoólicas ocupam quatro das seis posições -
considerando anunciantes que tiveram, pelo menos,
três punições. Após a Ambev, o ranking segue com
Coca-Cola, Claro e Diageo, com quatro condenações
cada, e Heineken e Missiato, com três.

Assim como nos últimos anos, boa parte dos processos
julgados pelo Conar são de ações comerciais
feitas em redes sociais por influenciadores. Em
2019, dois processos da Ambev envolveram a cantora
Anitta.Em março, a Skol parecia nos Stories feitos
pela cantora em sua festa de aniversário. E em
outubro, em nova postagem feita pela cantora, o cantor
abriu outro processo para avaliar a postagem da
bebida Skol Beats, 150 BPM, feita em parceria com
Anitta, que pouco antes havia sido nomeada head de
criatividade e inovação da marca.

Veja, abaixo, o ranking dos anunciantes mais penalizados,
elaborado pela quantidade de processos
que resultaram em condenações:

Três das condenações da Ambev envolvem a cantora
Anitta.Em duas, a decisão foi por sustação das peças
veiculadas em redes sociais, com advertência ao
anunciante e à artista. A postagem com o texto "Em
homenagem ao funk, a nova Beats é 150 BPM, porque
é mais acelerada do que todas as Skol Beats que
vocês já viram" foi punida pela aparição em veículo
dirigido a público predominantemente jovem. O segundo
caso é parecido, com publicação de foto em
que ela bebe diretamente de uma lata de Skol, novamente
sem frase recomendando consumo responsável
e sem explícita identificação publicitária.

Além de Anitta, a Ambev também recebeu punições
pela campanha "Puro Malte", que brincava com o tema
das fake news, um comercial em animação veiculado
na internet e criado para Skol pela F/Nazca
S&S. Outro pedido de alteração, mas desta vez agravado
por advertência, foi motivado por
ação de Skol nas redes sociais que associavam a cerveja
ao grupo sul-coreano de k-pop BTS, com uso do
título "BTS - Bora Tomar uma Skol". A reprovação
se deve ao forte apelo da banda junto ao público infanto-
juvenil. Também com recomendação de alteração
e advertência aos anunciantes, terminou
processo envolvendo a Ambev, sua agência Score
Group e a Gol Linhas Aéreas, pela promoção "Gol
por preço de Brahma", com passagens anunciadas a
R$ 3,90, que causou pane no site da empresa aérea, o
que levou muitos consumidores a questionaram a veracidade
da ação. Em outros três casos, anúncios em
mídia exterior foram reprovados por infringirem as
regras do Conar, que recomendam que, neste meio, a
publicidade de bebidas alcoólicas deve se limitar à
exibição do produto, sua marca, slogan e frase de advertência
sobre consumo responsável. E, finalmente,
terminou com pedido de alteração, a divulgação de
um serviço de delivery nas redes sociais, criada pela
Bullet para Skol, com o título "SOS Skol - Apertou,
chegou, maratonou".O Conar solicitou a inclusão de
explicação mais precisa sobre o acesso ao serviço,
que se faz mediante um app.

Claro - 4 condenações
A operadora de telefonia sofreu quatro pedidos de alteração,
um deles com advertência. Neste último caso,
em decorrência de desconformidade da cobrança
recebida em relação ao preço deR$ 79,00 por 35 megas
por mês, anunciado na internet. Os outros três
casos de alteração envolveram a publicidade de ligações
ilimitadas (em que havia cobrança de "taxa de
deslocamento"), o acessoaoconteúdo derevistas oferecido
como complemento ao serviço de telefonia
(na verdade, restrito a alguns planos) e a liderança em
velocidade com fibra ótica. Antes do julgamento, o
Conar realizou reunião de conciliação entre a Claro e
a Vivo, que fez a reclamação, mas o encontro não resultou
em entendimento.

Coca-Cola - 4 condenações
Uma das condenações com pedido de alteração da
Coca-Cola se deu por postagem nas redes sociais feita
pela cantora Anitta, semainformação dequese tratava
de publicidade. O anunciante reconheceu o
equivoco e a cantora acrescentou a identificação à
postagem. Outro caso terminou com pedido de alteração
na embalagem de Guaraná Kuat 220 ml que
destaca "nova receita com 37% menos açúcares", no
sentido dedeixar claro se ficou mais saudável ou apenas
mudou de categoria em função da concorrência.
Anúncio em mídia exterior de Coca-Cola Café, com
o título ""Gás extra para virar a noite jogando", ilustrado
por foto de crianças jogando vídeo game, teve
pedido de sustação pela mensagem propor inadequadamenteo
consumoexcessivo do produto,condenando
também a veiculação próxima a escolas. A
quarta condenação envolve a campanha "O poder
das sementes", de Ades, e a Twogether Produções
Artísticas, e teve pedido de alteração agravada por advertência
ao anunciante, ainda não detalhado no site
do Conar.

Diageo - 4 condenações
Todas as quatro condenações da Diageo se deram por
anúncios em mídia exterior. Peça com o título "Celebre
com o novo drink Johnnie Highball", teve pedido
de sustação por infringir quatro itens do Código.
Mensagem de Smirnoff Ice foi punida com pedido de
alteração por usar ilustração deumskate, que remete
a tema de interesse de crianças e adolescentes, o que
extrapola as recomendações para publicidade de bebidas
alcoólicas. Anúncio do Old Parr, com o título
"O whisky 12 anos mais vendido do Brasil", foi sustado
por conter texto que não é o slogan do produto.E
campanha de Johnnie Walker foi julgada por não publicar
frase de advertência sobre consumo responsável,
terminando com pedido de alteração.

Heineken - 3 condenações
Duas condenações ocorreram por veiculações em
mídiaexteriorqueexcediam arecomendaçãodequea
publicidade de bebidas alcoólicas se limite, neste
meio, àexibição do produto,sua marca,sloganecláusula
de advertência,semapelo de consumo.O caso da
marca Amstel teve pedido de sustação, agravada por
advertência, e o da cerveja Schin com a cantora Ivete
Sangalo, de sustação. O anunciante foi advertido em
outra ocasião pela ausência em áudio da frase de advertência,
recomendando consumo moderado do
produto, em vídeo da Heineken nas redes sociais.

Missiato - 3 condenações
O anunciante foi punido três vezes com sustação,
agravada por advertência, por ações da marca de bebidas
alcoólicas Corote. Postagem nas redes sociais
que mostram imagens de jovens ingerindo o produto
foi condenada por ausência de mecanismo seletivo de
acesso e de frase recomendando consumo responsável
do produto, uso de imagens queremetem ao
universo infanto-juvenil e incentivo ao consumo exagerado.
A fabricante alegou não ter sido responsável
pelos anúncios, sendo apenas uma empresa presente
nos eventos promocionais da bebida. Em outra veiculação
nas redes sociais, nova ausência de mecanismo
de acesso seletivo, alusão a temática
infantil, mostrando pessoas que não aparentam ter 25
anos ou mais de idade e frase de advertência de difícil
leitura. A terceira condenação foi motivada por post
feito pelo influenciador digital Cocielo, com ausência
de ferramenta que limite o acesso de menores
de idade, frase recomendando consumo responsável
e informação de que se trata de publicidade. Marca e
influencer disseram que a postagem era um agradecimento
do blogueiro por presente recebido.

Fonte: abpi.empauta.com Brasília, 22 de janeiro de 2020 Meio & Mensagem Online | BR Patentes
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