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UFMG recebe prêmio por sonda que suga secreção em pulmões de pacientes com Covid-19 e outras doenças respiratórias

G1 - Globo | BR ABPI - 26/10/2020
1 de1 Sonda desenvolvidapela UFMG garante
sucção de secreções em pacientes com quadro grave
de Covid-19 e outras doenças respiratórias - Foto:
Giorgos Moutafis/Arquivo/Reuters
Sonda desenvolvida pela UFMG garante sucção de
secreções em pacientes com quadro grave de Covid-19 e outras doenças respiratórias- Foto: Giorgos
M outafis/Arquivo/Reuters
Uma sonda desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal deMinas Gerais(UFMG) para sugarsecreções do pulmão em casos graves de doenças
respiratórias, como a pneumonia e a Covid-19, foi
vencedora do prêmio patente do ano concedido pela
Associação Brasileira da Propriedade Intelectual
(ABPI), que neste ano reconheceu inovações no
combate à Covid-19.
A tecnologia, intitulada "Método e sonda de aspiração endobronquial de secreções", foi desenvolvida pelo Laboratório de Bioengenharia
(Labbio), do Departamento deEngenharia Mecânica
da UFMG. A ideia partiu de uma demanda de especialistas em doenças respiratórias, que relatam dificuldade para fazer aspiração de secreções
pulmonares.
Segundo um dos inventores da tecnologia, o engenheiro mecânico Claysson Vimiero, assondas tradicionais não permitem que os profissionais tenham
precisão do quanto precisamintroduzirou se estão alcançando o pulmão correto. Isso acabava fazendo
com que o profissional tivesse que fazer o trabalho de
sucção várias vezes ao dia.
"A sonda tem um formato em V. E é esta bifurcação
que faz com que a ponta do tubo pare no lugar certinho para aspirar. A eficiência é muito maior. Torna-se um procedimento mais rápido, menos
invasivo, garantindo aspiração eficiente", explicou.
Outra vantagem do equipamento é a redução da contaminação de profissionais de saúde que estão na linha de frente dos cuidados com o paciente.
"O queo profissionalfaz hoje é: introduz asonda eretira uma quantidade de secreção. Semsaber qual pulmão alcançou, coloca a sonda de novo e tem que
repetir este procedimento várias vezes, para ter certeza de que foi sugado. A nova sonda reduz a
quantidade de vezes que vai executar e a quantidade
de aerossóis no ar, diminuindo as chances de contaminação de quem cuida do paciente", disse.
Demora para patente e pouco investimento
A patente da nova sonda foi depositada em 2009,mas
reconhecida somente no final do ano passado.
"Isso é um problema crítico que temos no INPI
(Instituto Nacional de Propriedade Industrial), que
faz a gestão das patentes. A grande maioria das patentes demora tempo muito grande. Em países mais
desenvolvidos chega na ordem de três, no máximo
quatro anos", comentou.
Apesar das conquistas, tanto da concessão da patente, quanto da premiação, a sonda ainda não é comercializada, nem utilizada em nenhum hospital.
"O que a gente vê é que a gente tem dificuldade muito
grande de pegar o que é desenvolvido na universidade e transformar em produto. Não se investe
em pesquisa e em tecnologia no Brasil. Às vezes um
produto com qualidade muito boa fica sem ser utilizado.O que a gente espera com este prêmio é dar visibilidade para que alguma empresa se interesse para começarmos a comercializar", afirmou.
Sobre a crítica do pesquisador, o INPI disse que em
junho de 2020 o tempo médio de decisão de exame
técnico de um pedido de patente estava em 5,7 anos,
contados a partir do pedido do exame (etapa do processo a ser obrigatoriamente cumprida pelo requerente, segundo a lei).
"O INPItem obtido grande avanço na redução do estoque de pedidos pendentes de decisão com a implantação, em agosto de 2019, do Plano de Combate
ao Backlog de Patentes. Com isso, o tempo de decisão dos pedidos também deverá ser reduzido. De
acordo com dados de 20 de outubro, já foram retirados da fila 64,9 mil pedidos", afirmou o instituto.
"Outra iniciativa do INPIvoltada à redução do tempo
de decisão de patentes é o trâmite prioritário, que está com o tempo médio de 13 meses.Esse examemais
rápido pode ser pedido por startups, micro e pequenas empresas, instituições de ensino e pesquisa,
tecnologias verdes, entre outras modalidades, inclusive tecnologias voltadas para a Covid-19", finalizou o comunicado do INPI.
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Fonte: abpi.empauta.com Brasília, 24 de outubro de 2020 G1 - Globo | BR ABPI
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